
No Agreste pernambucano, onde as pastagens sustentam uma economia vibrante, os produtores de leite se encontram em pé de guerra contra uma ameaça que mina suas tradições e meios de subsistência: a importação desenfreada de leite em pó.
Nas vésperas do vencimento, leite em dia pó vencido, um mercado desleal e uma competição de preços predatória têm empurrado muitos desses produtores à beira da falência. A cadeia leiteira, que há gerações faz o dinheiro girar na região, agora se vê ameaçada por uma prática que não apenas desvaloriza seu trabalho árduo, mas também mina a sustentabilidade econômica local.
Diante desse cenário preocupante, um movimento de resistência ganha força. O sindicato dos produtores de leite e o sindicato dos processadores de leite convocaram uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), marcada para o próximo dia 02, sob o tema "A Importação Desenfreada de Produtos Lácteos em Pernambuco".
Na terça-feira, a partir das 11 horas, o auditório Sérgio Guerra será o palco de uma batalha por justiça e equidade. Os produtores, cientes de que sua união é crucial nesse embate, se preparam para fazer ouvir suas vozes e reivindicações.
Além dos desafios locais, os produtores enfrentam um adversário internacional. Os leites em pó da Austrália e Nova Zelândia, à beira do vencimento, encontram seu caminho para o Brasil através de países como Uruguai e Argentina, que os repassam a preços quase simbólicos, via Mercosul, alimentando uma concorrência desleal que sufoca os produtores locais.
Mais do que uma disputa comercial, o que está em jogo é a sobrevivência de toda uma comunidade e a preservação de uma tradição que moldou o tecido social e econômico do Agreste pernambucano. Enquanto os desafios persistem, a esperança de uma mudança significativa permanece viva, impulsionando esses bravos produtores a lutarem por um futuro mais justo e sustentável para todos. Estaremos presentes e ativos! É isso
Do Edney Souto
















